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REABILITAÇÃO PARA DEPENDÊNCIA QUÍMICA

O QUE É DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Dependência química é uma condição física e psicológica causada pelo consumo constante de substâncias psicoativas. A dependência coloca o indivíduo em um estado alterado de consciência que prejudica o julgamento acerca de si mesmo e da realidade circundante, ocasionando prejuízos globais afetando a vida psíquica, emocional, física e, consequentemente, a vida social.

Sendo doença crônica e multifatorial, isso significa que diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento, incluindo a quantidade e frequência de uso da substância, a condição de saúde do indivíduo e fatores genéticos, psicossociais e ambientais.

DIAGNÓSTICO MÉDICO

Para critério de diagnóstico médico, existem atualmente dois códigos internacionais vigentes. A publicação da OMS, conhecida como Classificação Internacional de Doenças (CID) está em sua décima edição (CID-10), já o Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM) tem vigente a sua quinta edição (DSM-V). No Brasil, a classificação aceita pelo Ministério da Saúde é o CID-10, que apresenta os seguintes critérios para diagnóstico de dependência química:

1. Tolerância: a redução da magnitude dos efeitos leva ao uso de doses cada vez maiores para atingir o efeito desejado;

2. Senso de compulsão: forte desejo de consumir a droga;

3. Abstinência: após a interrupção ou diminuição do uso, surgindo sintomas de desconforto como tremores, ansiedade, irritabilidade e insônia, levando ao uso da mesma substância (ou outra relacionada) para promover o alívio ou evitar tais sintomas;

4. Desejo de reduzir ou controlar o consumo, porém, sem sucesso;

5. Abandono de atividades prazerosas alternativas: maior parte do tempo gasto em prol do uso da substância;

6. Persistência ao uso: mesmo com o surgimento de manifestações nocivas e patológicas, como danos em órgãos e estados depressivos, resultantes do consumo crônico e excessivo, ainda se mantém o consumo.

AVALIAÇÃO DO PACIENTE

Esta doença merece toda a atenção, por desprender o indivíduo da sociedade, podendo ocasionar o óbito. Por acometer toda a família, que adoece emocionalmente junto ao indivíduo, esta também deve receber orientações e apoio.

A avaliação do paciente pode envolver diversos profissionais da saúde, como médicos clínicos e psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, educadores físicos, assistentes sociais e enfermeiros. Quando diagnosticada, a dependência química deve contar com acompanhamento a médio/longo prazo para assegurar o sucesso do tratamento, que varia de acordo com a progressão e gravidade da doença.